Eu insisto em te pedir,
venha.
Você insiste em me cegar,
vou.
Insisto em não te lembrar,
e você sente alguma saudade.
As vezes teu toque é quase
torque no meu sistema em equilibrio.
Eu te olho, finjo. Mas naquele frio
é bem difícil não querer estar perto
de você.
Que insiste em me afastar
em desafiar toda a coragem
que me resta.
Você cria dentro de mim
um ódio, uma confusão.
Tudo que imagina, eu não sou.
Tudo que eu quero ser pra você, eu
nem imagino, e você fica a me dizer
essas verdades que eu não acredito,
mas que desejo provar. Será que isso
ainda se fará, tudo isso, ou algo mais?
Que seja uma vez. Ou seja sempre.
Só peço que não fuja, deixe que eu vá embora.
Não desista de mim, eu é que quero escapar
de você, porque, de repente, me deu um medo
de te perder.
Perder o que nem tinha, mesmo.
Medo de não ter mais esse você.
Que esquenta minhas mãos,
Que tenta me abraçar,
Que gosta do meu cheiro, espião.
Você me atrai, de um jeito que eu não
sei explicar...
Não há como escapar...
ResponderExcluirBoa escritora você hein?.. não devia ter o que esconder de nós.
Vou divulgar seu blog!
RV
Muito Obrigada Raul pelo elogio... rs
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