
Estação subjetiva que
faz-me pensar na infância,
quantos abraços apertados de meu pai,
quantos carinhos nas mãos de minha mãe.
E ainda me divertia com irmãos e primos.
Faz-me lembrar que sempre olhava o pôr-do-sol
de cima de uma ameixeira,
que colhia caqui
andava descalça...
Que morria de medo dos coices dos cavalos
e amava o balanço na árvore de Cajú,
Que o passatempo no forro da casa principal
era bem assustador e engraçado.
Das peladas com o meu pai
No domingo a tarde
Brincar com argila
Desenhar um sol num dia nublado
Foram belos outonos
com aquela figura heróica
de sorriso lindo e sedutor
alegria contagiante.
Me levava a escola la no centro da cidade
em sua moto.
Eu me agarrava nele com segurança.
Ajudá-lo a guardar tijolos em plena chuva,
ele construia um mundo lindo para mim.
Vê-lo se preocupar comigo...
Sempre foi pra mim
como tudo de bom no Outono:
Sol arredio
vento traiçoeiro
clima agradável
Som de folhas secas sendo pisadas
Ele foi meu amavél Outono
de quem tenho muita saudade.
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